ROMAN MIKHAILOV
— O que... — Minha voz cortou o ar como um chicote. — Está acontecendo aqui?
Não foi uma pergunta. Eu sabia o que estava acontecendo. A configuração, a roupa de Kieza... eles estavam no meio de uma sessão de retratos. Com Kieza como modelo. Vestida com algo... Indecente.
A mistura tecidos que Kieza usava mal cobria os pedaços necessários, dava sensualidade. Enlaçava seus ombros, deixando seu pescoço e busto à mostra, e caía em V até o umbigo. A parte de baixo com tiras, deixava suas pernas a vista e por ser transparente, o desenho de seus seios e outras partes íntimas, revelava mais do que cobria.
Eu nunca a tinha visto assim. Não era apenas a roupa; foi tudo. O cabelo castanho geralmente preso caía em cachos deliciosos por suas costas, o rosto maquiado com tons suaves e naturais, os lábios rosados e imaculados, os quilômetros de pele dourada e curvas que se gravaram em meu cérebro para sempre.
Eu estava preso entre uma luxúria perturbadora, ela era a irmã do