Mia
O envelope pardo sobre a mesa do La Cour des Océans parecia pulsar com a força de um segredo guardado por três décadas. Meus dedos tocaram o papel, sentindo a textura levemente áspera, um contraste gritante com o luxo estéril que nos cercava. Julian Thorne me observava com uma intensidade que beirava o desespero. Ele não tocou na comida; ele parecia ter esquecido como se respira.
Com as mãos trêmulas, abri o lacre. O conteúdo era um soco no estômago. Retirei uma folha de papel de seda,