Mia
O despertar naquela manhã de sábado foi a experiência mais suave que já tive. O sol de inverno filtrava-se pelas pesadas cortinas de veludo do hotel, criando feixes de poeira dourada que dançavam no ar. Antes mesmo de abrir os olhos, senti o peso reconfortante das cobertas de fios egípcios e a memória vívida de cada toque de Elijah durante a noite.
Ainda meio submersa no sono, estendi o braço direito, procurando o calor do corpo dele ao meu lado. Meus dedos encontraram apenas o lençol esticado e frio.
Franzi a testa, a consciência voltando aos poucos. Tateei o espaço vazio com mais urgência, meu coração dando um pequeno salto de descompasso. Onde ele estava?
— Elijah? — minha voz saiu rouca, um sussurro carregado de sono.
— Estou bem aqui, Furacão.
Abri os olhos e levantei a cabeça, apoiando-me nos cotovelos. Ele estava sentado à mesa de jantar da suíte, banhado pela luz da janela. Já estava de pé há algum tempo, aparentemente, pois o aroma de café fresco e pães quentes já p