Mia
O sol de sábado começava a se despedir da cidade, pintando os arranha-céus com tons de cobre e violeta, quando finalmente deixamos a suíte do hotel. Sair daquela bolha de luxo e desejo era como despertar de um sonho febril para enfrentar uma realidade gélida. O peso das alianças em meu dedo parecia ter triplicado; cada vez que minha mão roçava o tecido do meu casaco, o brilho do ouro e dos diamantes me lembrava de que eu não era mais apenas Mia Cruz, a assessora que lutava para sobreviver. Eu era uma Hale. E o mundo estava prestes a cobrar o preço por esse título.
Elijah estava em silêncio durante o curto trajeto de volta à cobertura. Ele segurava minha mão com uma firmeza possessiva, seus dedos polegares acariciando os meus em um ritmo mecânico, um sinal claro de que sua mente já estava quilômetros à frente, na pequena cidade do interior, traçando estratégias para o embate que nos aguardava.
Quando entramos no elevador privativo da cobertura, a ausência de Lady Hale foi imedia