Elijah
Saímos do 38º andar às quatro da manhã. Samuel já havia saído para descansar, e o escritório estava envolto em um silêncio sombrio. Tínhamos o suficiente para provar minha inocência, mas a crise estava longe de acabar.
Eu estava exausto. O terno estava amarrotado, e a minha cabeça latejava com os números da fraude de Bell.
Mia estava ao meu lado no elevador, igualmente esgotada, mas sua presença era a única coisa que me impedia de desabar. Ela havia sido a minha estrategista, em pouco tempo ela já conhecia e dominava a Fundação, a minha parceira.
Quando chegamos à cobertura, a luz do hall estava baixa. Eu mal conseguia ficar em pé.
— Vou ligar para a governanta para fazer café — Mia sussurrou, indo para a cozinha.
— Não — eu disse, puxando-a gentilmente. — Não precisamos de café.
Eu a abracei ali mesmo, no meio da sala de estar. O abraço não tinha desejo, era pura vulnerabilidade. Eu apoiei meu queixo em seu cabelo, sentindo o alívio de estar seguro.
— Obrigado, Furacão