Nos sentamos no banco do corredor. Camila segurava minha mão com os dedos entrelaçados nos meus. O silêncio agora era outro — não do desconforto, mas da presença real.
— Eu pensei em tudo hoje — confessei. — Pensei em como eu estava levando a vida no automático. Negócios. Sucessão. Meu pai ditando regras. Mulheres que vinham e iam, como se fossem todas iguais. Mas aí você apareceu. Do jeito mais aleatório, mais inconveniente... e mais certo.
Ela me encarou.
— E agora?
— Agora? — respirei fundo.