Marta acorda com o corpo moído, como se tivesse apanhado da vida por dentro e por fora. Cada músculo dói, mas nada se compara ao que arde por dentro, a alma em frangalhos, em pedaços tão pequenos que ela sequer sabe por onde começar a juntar.
O quarto do hotel é simples, limpo, sem luxo algum, mas com dignidade. O travesseiro ainda tem o cheiro do sabão barato dos lençóis, e isso de alguma forma a acolhe. Um cheiro que não pertence a ninguém além dela mesma. Pela primeira vez em muito tempo, es