158. Choros, memórias e canais de TV banidos
Um dia, enquanto descansava minha cabeça no ombro dele no sofá, assistindo a algum programa irrelevante, Alexander soltou:
— Por que sinto que meu filho não gosta muito de mim?
Pisquei, tentando entender se tinha ouvido certo.
— O quê?
Ele continuava olhando para a TV, mas sua expressão estava séria.
— Quando estou por perto, ele nunca se mexe. Ou para de se mexer antes que eu tenha a chance de sentir.
Meu coração apertou.
Sabia o que isso significava para ele. Cada pequeno moviment