Sophia Foster
Eu não sentia alívio. Sentia exaustão. O ar da sala ainda estava pesado, saturado de mágoa e de tudo o que ficou por dizer. Olhei para minha mãe, parada à minha frente, os olhos vermelhos, a postura rígida, como se estivesse prestes a desabar. Maya estava ao meu lado, tão abalada quanto eu, e Sebastian, cabisbaixo, parecia menor do que nunca.
— Sophia, filha... — Eva tentou se aproximar, mas ergui a mão, cortando o gesto.
— Não, mãe. Não agora. — Minha voz saiu fria, mas era tudo o que eu conseguia oferecer. — Eu ouvi o suficiente por hoje. Preciso de espaço. Preciso entender o que sobrou de mim depois de tudo isso.
Maya assentiu, os olhos marejados.
— Eu também. Não quero mais mentiras. Não quero mais ninguém me dizendo o que é melhor para mim.
Eva ficou imóvel, o olhar perdido. Por um instante, achei que ela fosse recuar, mas, em vez disso, ela respirou fundo, como quem toma coragem para saltar de um abismo.
— Sophia... Maya... — A voz dela falhou. — Eu preciso