Gabriel Smith
A noite foi longa. Eva ligou tantas vezes que perdi a conta, até que Sophia, exausta, desligou o celular. Depois de tantas verdades jogadas na nossa cara, tudo o que ela queria era silêncio e um pouco de paz.
Quando acordei, o quarto estava silencioso e Sophia já tinha saído. Encontrei um bilhete: “Gabriel, fui para a PulseOne. Duas reuniões importantes hoje cedo. Não quero sobrecarregar a Maya. Preciso respirar, trabalhar, fingir que a vida pode voltar ao normal. Te amo. Nos vemos à noite.”
Suspirei, entendendo que ela precisava desse tempo. Maya ainda dormia, esgotada. Fui para a Synergy, mas o trânsito parecia mais lento do que nunca. Tentei me convencer de que a rotina ajudaria, mas a paz ainda estava distante. Entre reuniões e relatórios, minha cabeça estava em outro lugar. A cada intervalo, tentava falar com Sophia, mas sem sucesso. As mensagens não eram entregues, as ligações caíam na caixa postal. Tentei não me preocupar, mas era impossível afastar a inquietaçã