CAPÍTULO 5

_ Sr. Presidente... mandou... mandou me chamar?

_ Olha... eu não imaginava, que a minha companheira de dança, que foi tão valente ontem, fosse tão tímida.

Ao reconhecer a voz do Alex, Thaís levantou os olhos e ficou frente a frente com o homem que a salvou do pervertido na noite anterior. Ela abriu a boca pra falar, mas, ao se dá conta que aquele homem não era só mais um funcionário, ele também era o presidente daquela empresa, Ela perdeu a fala.

_ Sente-se. _ Ele se adiantou. _ Percebendo o estado de nervoso e surpresa nos olhos da garota.

Ele se levantou, pegou um pouco de água e serviu para ela.

_ Beba. Não precisa ficar nervosa.

Thaís agarrou o copo, bebeu toda a água de uma só vez e apertou o copo com toda a

força sem perceber.

_ O senhor mandou me chamar? _ Finalmente ela conseguiu formular uma frase.

_ Sim, fiquei curioso, mas, não tive a chance de fazer essa pergunta ontem. _ Ele fez uma pausa observando a garota atentamente.

Thaís apertava ainda mais o copo em suas mãos, ela normalmente não era tão tensa, mas, diante desse homem ela não se controlava, cada vez mais nervosa, mais perdida, não conseguia relaxar.

Alex se levantou, pegou o copo nas mãos dela, colocou sobre a mesa, passou o polegar sobre a palma das mãos dela e perguntou com a voz mais calma, porém firme:

_ Porque você está tão nervosa? _ Ele demonstrava uma preocupação sincera, algo

incomum pra ele, nem ele percebia que seu

comportamento havia mudado, mas, diante

daquela jovem mulher, ele sentiu um certo conforto e só conseguia ser gentil.

_ Você tá bem? Ele a encarava com um semblante preocupado.

_ Estou bem sim, o que o senhor deseja saber? _ Thaís se acalmou, ao ver uma preocupação verdadeira da parte de Alex, seu coração descansou, ela não estava mais nervosa, só um pouco tensa pela aproximação.

Ao ouvir a voz suave e mais calma da garota, Alex continuou:

_ Você faz faculdade de quê?

_ Administração

_ Interessante _ Alex fez uma análise rápida em

Thaís.

_ Sabe Thaís, no momento estou sem uma

secretária... _ Ele pausava de propósito,

observando cada reação dela _ Preciso de uma

secretária urgente, você... tem algum interesse?

Thaís não reagiu de imediato, claro que ela

queria a vaga, mas, apesar dela ainda estar

estudando, essa benção parecia muito boa

pra ser verdadeira.

_ Sr. Presidente... _ Thaís começou escolhendo

bem as palavras _ O senhor está realmente me

considerando?

Alex a olhava nos olhos, Thaís era tão

transparente que ele não conseguia resistir,

ele nunca esteve diante de uma pessoa tão

verdadeira em cada expressão e reação,

antes mesmo dela falar qualquer palavra, seu

próprio corpo a denunciava.

_ Sim _ Alex não tinha nenhuma dúvida, na

verdade, ele já solicitou a presença dela com essa certeza.

_ Sr. Eu fico feliz em ser considerada pra essa

vaga, na verdade é uma grande honra, mais o Sr.

é o presidente e eu ainda estou estudando, eu

posso não ser qualificada...

Alex a interrompeu.

_ Eu perguntei se você tem interesse. Senhorita

Thaís, você tem interesse em ser minha

secretária?

_ Se eu estou perguntando é por eu sei se você é

qualificada ou não.

_ Pra ser ainda mais sincero, aviso que eu não contrato qualquer pessoa pra esse cargo, se você não me passasse confiança, acredite, não estaria aqui na minha sala.

Ouvindo cada palavra atentamente, Thaís sentiu uma certa admiração pelo novo chefe, deixou escapar um sorriso lorgo e assentiu com a cabeça.

_ Sim, eu tenho interesse em ser sua nova

secretária.

Nem ela acreditava no que acabava de acontecer, na verdade ela intendeu que era uma seleção pra concorrer a vaga. Até que ouviu:

_ Sendo assim... _ Ele estendeu a mão para Thaís _ Meus parabéns, a vaga é sua, por

favor traga suas coisas e ocupe a seu novo

espaço.

Thaís travou, um misto de surpresa e incredulidade transpareceu em seu rosto, seus

olhos castanhos claros brilharam ainda mais.

_ Normalmente quando uma pessoa estende a mão para a outra, elas costumam... apertar. _Disse Alex fingindo frustração.

_ Me... me desculpe Sr. Presidente, eu fiquei

surpresa _ Thaís caiu em si e apertou a mão de Alex.

Ela foi direto pro seu antigo espaço para arrumar suas coisas, ela estava desacreditada em como sua vida deu um upgrade tão rápido. Enquanto ela estava organizando suas coisas, alguém apareceu a sua frente:

_ Foi demitida querida? _ Pela voz já dava pra saber, só uma pessoa naquela empresa, tinha esse tom agudo e irritante.

_ Sra. Isabela... posso ajudá-la com alguma

coisa?

Isabela mediu a garota de cima a baixo, deixou escapar um sorriso irônico enquanto a olhava com desprezo.

_ Me ajuda desaparecendo da minha frente,

nem precisei fazer nada, parece que destino

fez o trabalho direitinho dessa vez.

_ Eu não entendo sra. Aconteceu alguma

coisa?

_ Não se faça de ingênua, todos nessa empresa sabe que o Alex é meu!

Isabela lançou um olhar de desdém, e continuou:

_ Ontem eu tinha tudo planejado, mas, você

com seus truques sujos conseguiu estragar

tudo, ainda bem que o Alex não deixou

barato e já tratou de mandá-la embora, ótimo,

assim não perco meu tempo com uma

coisinha tão... insignificante.

Thaís parou por alguns instantes, tentou encaixar as peças, lembrou de alguns comentários sobre a sem noção que vivia se insinuando para o CEO,

finalmente ela entendeu. A mulher a sua frente se referia a noite passada, quando Alex fez questão de chamá-la para receber o prêmio, Isabela

não passava de uma desesperada que fazia de tudo para chamar a atenção de Alex. Thaís não se sentiu nem um pouco intimidada, muito pelo contrário, chegou até a sentir um pouco de pena.

_ Senhora Isabela, deseja mais alguma

coisa?

Isabela percebendo que Thaís mantinha

a calma e não perdia a postura séria, ficou ainda mais irritada, ela não tinha mas nada a dizer, virou-se e foi embora, afinal, ao ver Thaís organizado suas coisas em uma caixa, presumiu que a garota havia sido dispensada pelo próprio Alex.

Thaís terminou de guardar os pertences e carregava a caixa pelo corredor quando sentiu o peso dos olhares. Algumas colegas cochichavam, outras disfarçavam sorrisos. Ela não se importou, o coração ainda batia acelerado, mas era de vitória, não de medo.

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