Arthur chegou alguns minutos antes das 20h.
Pontual, como sempre.
O carro preto parou em frente ao ateliê iluminado. Mesmo à noite, o jardim continuava encantador — as luzes suaves destacavam as flores, a pequena fonte refletia brilhos dourados, e as esculturas pareciam quase vivas sob aquela iluminação.
Ele desceu do carro com calma, ajustando o paletó. Por um breve instante, apenas observou o lugar.
Ela construiu tudo aquilo.
Sozinha.
Aquilo o atingiu de um jeito estranho… silencioso.