Karen Narrando
A noite parecia mais fria do que o normal, ou talvez fosse só o peso da incerteza que deixava tudo mais gelado. A gente tava ali do lado de fora, eu, a Jéssica e a Marcela, sentadas no banco de concreto em frente à entrada de emergência, cada uma perdida nos próprios pensamentos, mas tentando se manter forte por fora. O movimento no hospital seguia intenso — ambulância chegando, enfermeiro correndo pra lá e pra cá — mas o tempo parecia congelado pra gente.
Eu ficava olhando pra