Nos dias seguintes, no novo hospital, a avó de Gael visitava-o diariamente, sentando-se ao lado dele e falando em voz baixa, como se ele pudesse ouvir cada palavra. Toda a dureza que sempre mostrara fora substituída por uma ternura inédita, uma revelação de sentimentos que, até então, ela escondia até de si mesma.
Finalmente, após semanas em coma, Gael começou a despertar.
Seus olhos abriram-se lentamente, a luz do quarto o deixando momentaneamente desorientado. Ele piscou, tentando focar,