HENRIQUE VALADARES
Assim que terminou seu café, Isadora murmurou uma desculpa sobre precisar arrumar alguma coisa, deixou o prato sobre a bancada e saiu quase correndo. Eu observei a silhueta dela sumir pelo corredor, sentindo uma frustração imensa. Eu estive tão perto. Tão perto de sentir o sabor daqueles lábios.
Quando finalmente desviei o olhar da porta, vi que Marina me encarava fixamente, com os olhos semicerrados e um sorriso que beirava o deboche.
Tomei um gole longo do meu café, tenta