HENRIQUE VALADARES
Eu estava no meu escritório terminando de revisar os prontuários da manhã quando a porta foi aberta com uma força que bateu contra a parede. Isadora entrou tropeçando, o rosto tão pálido que parecia quase transparente. Ela apertava um regador e seus olhos estavam arregalados.
— Isadora! O que aconteceu? — Levantei rápido, indo até ela antes que pudesse cair.
— Tem... tem um homem — ela disse, com a voz entrecortada por uma respiração curta. — Um carro parado na estrada...