HENRIQUE VALADARES
A viagem na ambulância foi barulhenta e desconfortável. O paramédico derramou litros de soro fisiológico nos meus olhos, tentando aliviar a ardência insuportável da gasolina que Vicente havia jogado no meu rosto. Enquanto o soro escorria, a minha única preocupação era virar o rosto para checar a pessoa ao lado.
Isadora estava com uma máscara de oxigênio no rosto, segurando a minha mão e tossia de vez em quando.
A viatura policial que nos escoltava fez questão de nos levar