VICENTE LANCASTER
O caminhão da polícia parou com um solavanco. As algemas estavam apertadas demais nos meus pulsos. Quando abriram a porta de trás, a luz forte do pátio da penitenciária estadual me acertou no rosto. Eu desci, cercado por dois guardas.
— Anda, playboy — disse um dos guardas, empurrando meu ombro. — Aqui não é delegacia não.
Eu não respondi. Só apertei os dentes e segui em frente. O processo de entrada foi humilhante de propósito. Tive que tirar toda a roupa na frente de um médi