Arthur narrando
O som dos passos apressados ecoando pelo corredor de azulejos brancos quebra o silêncio fúnebre da ala da UTI. Eu continuo parado em frente ao imenso vidro da unidade de isolamento, com os olhos azuis fixos no corpo pálido de Maya, que parece ainda menor cercado por fios, sondas e pelo bipe monótono dos monitores. Minhas roupas ainda guardam as manchas escuras do sangue do meu filho, um lembrete do meu fracasso.
Quando me viro, vejo a comitiva da dor avançar. Julian , a mãe