CAP. 51- Vou levar a babá para viagem
A segunda-feira começou bem demais. Por um momento, achei que tinha sonhado a noite anterior.
Acordei com a luz filtrando pelas cortinas do quarto do clube, o ar ainda pesado de madrugada… e com uma ausência tão gritante que me fez abrir os olhos de uma vez.
Droga. Ela fugiu de novo. E levou o meu controle junto.
A cama estava fria do lado dela, mas o travesseiro ainda guardava o cheiro leve, doce, irritante e confirmava que não tinha sido um sonho. Levantei, tomei um banho rápido, água gelada direto na pele, tentando expulsar aquela sensação estranha no peito. Uma mistura de vontade demais e controle de menos escorregando pelos meus dedos.
Vesti-me no automático, peguei as chaves e fui embora. Eu precisava ver minhas filhas. Quando cheguei em casa, era quase onze da manhã. E a casa estava silenciosa… silenciosa demais para a normalidade.
Adelaide apareceu no corredor com a expressão carregada.
— Elas não se levantaram — avisou, me entregando uma caneca de café. — Desde cedo trancadas