CAP. 45 -Um limite chamado Clara

O clube parecia diferente naquela noite. Mais cinza. As luzes estavam baixas demais e o som chegava abafado, como se o mundo lá fora estivesse em luto. Um silêncio quase reverencial dominava os corredores das áreas privadas, mas dentro de mim, o barulho era ensurdecedor.

Aquele quarto era o meu santuário. O único lugar onde o CEO e o Imperador podiam, finalmente, calar a boca. Servi-me de uma dose generosa. O uísque desceu como brasa, espalhando um calor líquido que tentava, sem sucesso, anestesiar o peso no meu peito. Sentei-me na beira da cama, encarando o vazio enquanto o tempo escorria. Quando me dei conta, a garrafa de Old Parr já estava pela metade.

O bom do uísque caro é que ele não cobra juros; ele apenas te abraça.

Marília Mendonça cantava na TV, com o volume baixo, sobre amores mal resolvidos. Uma ironia desgraçada para um domingo à noite. Em oito anos, era a primeira vez que eu planejava passar a noite inteira ali sem o corpo de uma mulher para me distrair. Ou era o que eu
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