CAP. 45 -Um limite chamado Clara
O clube parecia diferente naquela noite. Mais cinza. As luzes estavam baixas demais e o som chegava abafado, como se o mundo lá fora estivesse em luto. Um silêncio quase reverencial dominava os corredores das áreas privadas, mas dentro de mim, o barulho era ensurdecedor.
Aquele quarto era o meu santuário. O único lugar onde o CEO e o Imperador podiam, finalmente, calar a boca. Servi-me de uma dose generosa. O uísque desceu como brasa, espalhando um calor líquido que tentava, sem sucesso, aneste