POV de Gabriela
O avião cortava as nuvens como uma faca prateada. Lá embaixo, as luzes das cidades eram pontinhos minúsculos, formigas luminosas que desapareciam na escuridão. Eu devia estar cansada. Dois dias sem dormir direito, sem comer, sem sair da cama. Mas agora, sentada na poltrona da primeira classe com o Adrian do lado, o sono não vinha. Só as perguntas.
Ele tava recostado, os olhos fechados, a mão ainda segurando a minha como se fosse a coisa mais natural do mundo. O polegar fazia cír