POV Emília
Batidas leves na porta me arrancam do sono raso. São três toques curtos, quase educados. Eu abro os olhos no escuro. O relógio digital marca 02:47. Meu coração acelera antes mesmo de eu reconhecer o ritmo familiar daqueles batimentos na madeira.
Declan.
Eu me sento na cama. O robe escorrega do ombro. Puxo de volta. Respiro fundo.
— Quem é? — pergunto, voz baixa, rouca de sono.
— Sou eu — responde ele do outro lado. Voz neutra. Sem emoção. Como se fosse rotina.
Eu levanto. Caminho até