Capítulo 229 — Fui eu... fui eu que matei ele... Deus, fui eu...
POV Emília
O choro que me rasgava o peito não era humano.
Era o som de um animal ferido na armadilha, uma nota contínua, rouca e sufocada que subia do meu ventre e morria na minha garganta antes de virar palavra. Eu estava de joelhos no tapete do escritório, com as mãos cravadas na lã escura, a testa colada ao chão.
Santiago estava morto.
A frase se repetia na minha mente como um martelo batendo em um prego enferrujado, perfurando a minha sanidade a cada milissegundo. O homem da terra. O homem