POV Emília
Eu subo as escadas da pousada devagar, o corpo pesado, os pés arrastando no carpete macio. O corredor do segundo andar está silencioso, só o ronco baixo do aquecedor e o som distante da chuva que não para. Lucca vem atrás de mim, passos leves, mas firmes. Ele não fala nada. Eu sinto a presença dele como uma sombra quente nas minhas costas.
Chego na porta do meu quarto. Paro. Apoio a mão na maçaneta. Olho para ele.
— Você não precisa entrar — digo, voz baixa. — Pode ir para o seu quar