POV Emília
Eu não dormi.
Não de verdade.
Passei a noite inteira virando de um lado para o outro naquele quarto pequeno demais, encarando o teto descascado como se ele pudesse me dar respostas. Cada vez que eu fechava os olhos, via o rosto dele. O olhar firme. O meio sorriso perigoso. A tranquilidade de quem está acostumado a conseguir exatamente o que quer.
Contrato.
Controle.
Desejo tratado como cláusula, não como sentimento.
Eu repetia para mim mesma que aquilo era absurdo. Imoral. Arriscado.