POV Emília
A mansão Quinn não parecia uma casa.
Parecia um território.
O portão se fechou atrás do carro com um som pesado demais para ser ignorado, e tive a sensação absurda de estar atravessando uma fronteira invisível. Uma daquelas que, depois de cruzadas, não permitem retorno fácil.
Eu segurava minha mala pequena no colo, dedos apertados na alça gasta, enquanto observava a construção surgir inteira diante de mim: pedra cinza, janelas altas, linhas frias. Elegante. Imponente. Distante.
— Pod