A noite parecia saber que precisava desacelerar.
A casa estava envolta em um silêncio denso, quase expectante, como se cada parede guardasse algo não dito. Miguel dormia profundamente, daquele sono que não se quebra fácil. Patrícia fechou a porta do quarto do filho com cuidado e permaneceu alguns segundos parada no corredor, respirando fundo.
Havia uma urgência diferente dentro dela.
Não era medo.
Não era ansiedade.
Era a consciência de que aquele momento importava.
Na sala, Enzo estava sentado