Patrícia acordou com o corpo ainda aquecido pela lembrança da noite anterior.
Não havia aquele sobressalto conhecido, aquela pergunta automática que costumava surgir depois da intimidade: o que isso muda?
Dessa vez, a sensação era outra.
Continuidade.
Ela permaneceu alguns minutos deitada, observando a luz da manhã entrar tímida pela janela. Enzo ainda dormia ao lado dela, o rosto relaxado, a respiração tranquila. Não havia tensão no ar. Nenhuma urgência escondida. Apenas o silêncio confortável