Ele ficou olhando para aquele objeto por longos segundos.
Algo naquela mochila o irritava profundamente, como tudo que tinha a ver com Camila.
Com cuidado, sentou-se na beira da cama, acomodando a criança melhor no colo. Olhou para ela, que agora explorava distraidamente os botões de sua camisa, tentando colocá-los na boca.
— O que ela fez dessa vez? — perguntou em tom baixo, mais para si mesmo do que para a filha.
A bebê balbuciou algo incompreensível e esfregou o rostinho contra o peito dele, como se aquele contato fosse suficiente para responder a qualquer coisa.
Ticiano expirou lentamente.
Com a mão livre, puxou a mochila para mais perto e a abriu em silêncio. Não sabia exatamente o que procurava, talvez provas do que ela fez para chegar até ali de forma tão deplorável, talvez mais mentiras.
Ou algo que justificasse tudo aquilo.
Mas não encontrou nada disso.
Dentro da mochila havia apenas documentos falsos, organizados de forma cuidadosa demais. Fraldas descartáveis. Um pacote qua