Esperanza
A quietude do quarto principal da Villa Amiata nunca foi silenciosa de verdade; havia sempre o som distante das oliveiras sendo tocadas pelo vento, o rangido sutil da madeira antiga acomodando-se sob o peso dos anos, o leve perfume de lavanda que Marta insistia em espalhar pelas cortinas como se pudesse purificar o ar de memórias indesejadas.
Ainda assim, naquele fim de tarde, o ambiente parecia carregado por algo que não era apenas tristeza, era expectativa, uma vibração subterrânea