As portas do escritório se abriram de uma vez, e Guilhermo entrou, com aquele sorriso cínico de sempre.
- Buongiorno, fratello! – saudou, avançando para dentro, ainda vestido com a roupa de montaria.
Ticiano o recebeu com um abraço firme e caloroso. Em seguida se sentou atrás de sua mesa, e indicou a poltrona para ele.
- Buongiorno. Dormiu bem sem a sua dançarina francesa? – perguntou, verificando se Francesca já estava com Nina, como ele ordenou.
- Não seja tão cruel. – Guilhermo riu, abaixando os óculos escuros. – Ontem não conversamos muito. Você estava com um humor terrível. Tudo porque sua ragazza tinha escondido mais um segredinho precioso, heim.
- Você continua um bastardo, imbecille. – respondeu, servindo a ele um Biondi-Santi encorpado. – Não me disse por que chegou com uma semana de antecedência. Algum problema na Calábria?
- E quando não tem? – Guilhermo cruzou as pernas, e sorveu um gole, o saboreando por vários instantes. – Perfeito! Você sempre teve bom gosto para essas