Mundo ficciónIniciar sesiónEla fugiu de um casamento abusivo apenas para descobrir que estava grávida do Alfa mais temido da região. Depois de anos vivendo sob o controle de um marido cruel e de uma família fanática que nunca a amou, Magdalena finalmente conquista sua liberdade. O que ela não esperava era que uma única noite mudaria sua vida para sempre. Darius, um poderoso alfa, jamais imaginou encontrar sua companheira em uma humana. Muito menos descobrir que ela carrega sua filha. Enquanto Magdalena luta para proteger a própria liberdade e decidir o futuro da bebê, Darius está disposto a destruir qualquer um que ameace sua família, inclusive os pais da mulher que ama. Mas existe um problema: o vínculo entre eles é forte demais para ser ignorado, e uma antiga marca de sua linhagem pode transformar o amor dos dois em uma sentença de morte. Entre segredos, obsessão, inimigos e uma atração impossível de controlar, Magdalena precisará decidir se confiará no homem que marcou sua alma... ou se continuará fugindo daquele que faria qualquer coisa para protegê-la. Porque alguns Alfas não aceitam perder aquilo que consideram seu.
Leer másDarius
Por algum motivo desconhecido, esse ano a época de acasalamento não me atingiu. Meu lobo não reagiu, nem sequer tentou farejar qualquer fêmea.
Eu sou um alpha, eu sou o poder absoluto da minha alcateia. Sou um homem importante, sou saudável e bonito, com atributos que fariam qualquer fêmea loba se ajoelhar.
Eu sempre gostei de um bom desafio, sempre gostei de caçar a parceira temporária. A excitação da caça, do cheiro da mata, e principalmente, da própria fêmea sempre me deixaram maluco.
Mas esse ano tudo foi diferente. Esperei pela lua de sangue e nada aconteceu.
Me senti estranho, frustrado. Decidi fazer uma viagem, me afastar de casa por alguns dias para tentar entender o que está acontecendo comigo.
Escolhi um chalé bem reservado em uma clareira. Aqui eu tenho o que eu quiser nas mãos.
Os humanos gostam de arrancar dinheiro de lobos como eu, e eles sabem bem como nos agradar. Não que isso seja difícil.
Dinheiro sempre resolveu tudo. Sempre abriu portas, sempre comprou silêncio, lealdade… e corpos também.
Mas isso nunca foi o ponto para mim. Eu não sou como os outros. Nunca fui!
Não tenho interesse em coisas fáceis, em conquistas que são tão óbvias. Fêmeas que se entregam rápido demais não me despertam nada além de tédio. Eu gosto da perseguição, do jogo lento, da resistência que aos poucos vai cedendo.
Eu gosto de ver o momento exato em que elas quebram e cedem ao desejo.
Um leve sorriso surgiu no canto dos meus lábios ao pensar nisso.
Ultimamente ando transando com tantas lobas que já perdi as contas, tudo por causa desse maldito período que não me afetou. É como se a minha honra de macho tenha sido abalada, e isso mexe comigo e com meu lobo.
Nem ele entende porque não fomos afetados pela principal época de reprodução, e principalmente, pela lua de sangue.
_ Aqui está ótimo! _ Murmurei sem animo para o humano que dirigiu a picape até aqui.
Desci do veículo e peguei minha mala sozinho. Ele até quis me acompanhar, mas recusei. O cheiro do suor dele me deixou nauseado e mais irritado do que já estou.
Me certifiquei de quem ninguém teria a minha localização, justamente para relaxar um pouco mais. Preciso dessas férias, enfrentei momentos turbulentos demais nessas últimas semanas e meu lobo precisa de solidão para se reestruturar.
Somos sensíveis demais quando se trata de reprodução, e eu, um macho de trinta e dois anos preciso acasalar e achar minha luna logo. Essa pressão da alcateia tem me afetado também.
Talvez o problema seja esse. Esses malditos lobos anciões enchendo o meu saco...
Meu lobo rosnou com o pensamento. Só de lembrar deles já me sinto sufocado.
Entrei no chalé e me despi completamente. Me joguei na cama, sentindo o cheiro da madeira e do ar florestal invadir minhas narinas.
Na minha propriedade tem muitas arvores, uma vasta vegetação saudável e bonita. A terra úmida gruda nas patas do meu lobo, acariciando e confortando-nos em momentos difíceis, mas aqui, aqui é simplesmente um paraiso.
Há muitos coelhos também, perfeitos para serem caçados.
Acho que os humanos fazem de proposito, e criam esses animais em abundancia aqui, pois coelhos são presas fáceis para nós, e caça-los é um excelente esporte.
Levantei da cama, sentindo meu lobo na beirada da mente, pronto para surgir.
Sai para fora do chalé, nu e cheio de energia novamente.
Meus ossos começaram a estalar, minha pele começou a queimar e os cheiros começaram a ficar mais intensos. Em um piscar de olhos meu corpo não era mais humano. Tinha patas longas, com unhas afiadas, um pelo castanho claro, quase beirando um ruivo e algumas manchas escuras espalhadas. Meus olhos ficaram amarelos, meu focinho preto e molhado.
O pico de energia se apossou do meu corpo, me fazendo correr pela floresta, bater as patas com força contra o solo limpo. Algumas gotas da chuva passageira umedeceram meu pelo, e a brisa ficou mais leve e fria.
Tudo passava em câmera lenta, enquanto meu corpo se movia mais e mais rápido.
Assim que cheguei em uma cachoeira um cheiro diferente tomou conta do meu olfato.
Não parecia cheiro da natureza, muito menos de outro lobo. Era um cheiro peculiar. Framboesa, hortelã e cravos...
Mas tinha alguma coisa a mais.
Me escondi em um enorme arbusto, reduzindo os barulhos e farejando mais forte. Meu lobo estava curioso, e eu mais ainda.
No centro da cachoeira havia alguém, boiando na água. Podia escutar a batida tranquila de seu coração daqui.
Era uma fêmea, humana, com um calção enorme e uma blusa preta que ajudava a cobrir seu corpo, mas marcava com perfeição cada curva.
Meu lobo rosnou mais uma vez, mas não como se ameaçasse, e sim como se estivesse investigando aquele ser.
Quem é ela?
MagdalenaPeguei os medicamentos e coloquei no chão, me ajoelhei analisando melhor o corte._ Droga... parece fundo senhor Darius, acho melhor o senhor procurar um hospital! _ Se eu fosse colocar meu dedo, certamente entraria metade no corte._ Não se preocupe, fêmea, vai cicatrizar logo. Sou um macho alfa, sou forte e resistente! _ Disse ele todo convencido.Me segurei para não revirar os olhos._ Bem, já que você é macho e forte, sei que vai aguentar o medicamento! _ Resmunguei.Peguei um medicamento que muito usei quando me feria na época do casamento. Despejei um parte no ferimento, e até ai tudo bem. Começou a borbulhar na carne, como deve ser, e o tal macho alfa ficou parado, quieto, observando, porém ouvi um rosnado alto e olhei para cima._ Mas que ... que porra é essa? _ Perguntou, visivelmente com dor._ Ué, um medicamento humano para tratar feridas. _ Me coloquei em pé e cruzei os braços, enquanto isso ele se contorcia de dor. _ Pensei que fosse um macho alfa forte e resist
MagdalenaPor que, Deus? Por que?O circo de horrores abriu cedo hoje, porque esse maluco mais uma vez veio me atazanar. Tudo que eu desejo é ficar quieta, na minha, curtindo a natureza. Mas esse cara colocou na cabeça que é a última bolacha do pacote._ Ainda vai me dizer não? _ Sua voz saiu rouca, cheio de si._ Sim... _ Respondi, e ele sorriu. _ Eu ainda vou dizer não!Seu sorriso morreu. Ele ficou ereto na mesma hora, e seus olhos ficaram fixados em mim. Um rosnado saiu de sua garganta, e devo confessar que senti medo na mesma hora._ Por que ?_ Porque eu nem te conheço, senhor. E também não lhe quero! _ Virei minhas costas, tentando me afastar.Porém sua mão veio de encontro ao meu braço, e me segurou no lugar. Olhei para ele, sentindo meu coração quase na garganta._ Eu sou um macho alfa, rico e atraente! Como você pode me recusar? _ Ele parecia estar com o ego ferido.Respirei fundo, tentando pensar em algo que não o magoasse ainda mais. Esses shifters são bem complicados._ E
DaiusMeu lobo estava inquieto. Não, inquieto era pouco. Ele andava em círculos dentro de mim desde que aquela humana saiu da minha cabana, deixando para trás apenas o maldito cheiro de framboesa, hortelã e algo que eu não conseguia identificar.Recusado? Ela realmente me recusou? Um macho bonito e forte como eu?Fechei a porta com mais força do que pretendia depois que ela saiu. Ainda conseguia ver o tremor em sua voz, o jeito como ela levantou o queixo mesmo com medo. Aquilo deveria ter me irritado. Em vez disso, só me deixou mais duro._ Quer comemorar seu aniversário de uma maneira diferente? _ Eu havia perguntado, abrindo um sorriso que mostrava as presas do jeito que as fêmeas gostam.O cheiro dela azedou na hora. Era medo. Mas também algo mais… excitação? Resistência? Eu não conseguia decifrar._ Não… obrigada. _ Respondeu ela, tentando passar por mim.Eu rosnei baixo, grave,como um aviso._ Mas todas as fêmeas gostam de um macho como eu. Por que você não quer passar a noite co
Magdalena_ Licença... _ Murmurei tentando me afastar, mas ao passar por ele sua mão me segurou._ Espere! _ O toque dele foi desconfortável, e puxei bruscamente meu braço, como se estivesse queimando._ S-Sim?_ Você não quer saber o meu? _ Seu tom era arrogante, carregado.Pelo jeito que ele me perguntou, parecia até que meu ato foi de pura falta de educação._ Não. _ Respondi na hora, sem hesitar. _ Como eu disse, se precisar de algo é só pedir pelo interfone, se não for eu, outro funcionário estará à disposição. Com licença.Dessa vez não esperei resposta. Passei por ele e saí pela porta o mais rápido que consegui sem correr. Meu coração batia descompassado. Não era medo… era outra coisa. Uma irritação misturada com algo quente que eu não queria nomear.Voltei para a área de serviço da sede principal ainda sentindo o toque fantasma da mão dele no meu braço. Peguei o carrinho de roupa suja e comecei a separar os lençóis das cabanas já desocupadas. O trabalho repetitivo sempre me ac
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