Mundo ficciónIniciar sesiónO pavor nos olhos dela deve ter atingido algo em seu instinto protetor. Ele suspirou, abrindo espaço.
— Entre.
Ela entrou no santuário masculino, os pés descalços no tapete grosso. Yulian fechou a porta atrás dela e se dirigiu a um pequeno bar de ébano. Ele serviu uma dose generosa de uísque escocês, o líquido âmbar brilhando na penumbra.
— Sente-se. Beba isso.
Ária cambaleou até a beira da cama king-size. Ele lhe estendeu o copo. Ela o pegou, as mãos tremendo tanto que o gelo tilintou.
— Obrigada — respondeu ela, em um fio de voz.
Ela virou o copo de uma só vez. O álcool queimou sua garganta, e o calor se espalhou por seu corpo, conseguindo, por um instante, expulsar o tremor nervoso e o medo crescente. Yulian conseguia sentir o medo dela no ar, mas ele esperou. Sentou-se em uma poltrona de couro escuro, observando-







