Viktor contemplou o cenário de guerra com uma palidez que raramente visitava seu rosto de soldado. O caminhão do Limpador não fora apenas parado; ele fora subjugado por uma força que desafiava a física. O chassi de aço estava dobrado, as marcas das mãos de Yulian impressas no metal como se ele tivesse moldado argila. O terno do patrão, uma peça de alfaiataria impecável, agora pendia em frangalhos, revelando a pele que ainda pulsava com o resquício da adrenalina e da transformação. Viktor engoliu em seco, mantendo a postura rígida, mas um novo tipo de reverência, um temor ancestral, brilhava em seu olhar enquanto ele evitava encarar diretamente os olhos de Yulian.
— Limpem tudo — a ordem de Yulian saiu como um rosnado baixo, a voz ainda carregada pela vibração da fera. Ele não olhou para os seus homens; seu olhar estava fixo no horizonte, onde o perigo espreitava. — Não quero uma única palavra sobre o que viram aqui hoje. Se um sussurro sobre a minha natureza chegar aos ouvidos errados