Abro a porta e, claro, ele está impecável. Um terno preto de corte impecável, camisa vinho com os dois primeiros botões abertos e um lenço de bolso discreto que grita “eu sou milionário, mas não me esforço”. Ele sorri ao me ver, o olhar azul descendo por mim com descaramento.
— Passarinho… — a voz grave, arrastada, quase um elogio. — Você está pronta pra matar alguém hoje?
— Eu tô pronta pra ir, só isso. — Reviro os olhos sem paciência.
— Sempre tão fria comigo — ele diz, com um biquinho fi