Na cafeteria tranquila, sentei frente a frente com Eduardo. Entre nós, um abismo invisível.
O garçom trouxe as bebidas e o pão.
Só então ele quebrou o silêncio:
— Se a Luísa for o motivo pelo qual você quer me deixar, eu posso mandar ela embora.
Tirou a carteira do bolso. Lá dentro, uma foto dele com Luísa.
Ela parecia uma estudante. O ventre levemente inchado.
A voz dele saiu rouca, quebrada:
— Eu era jovem e inconsequente. A Luísa tinha acabado de entrar na faculdade... e já estava grávida.
—