ALEKSANDER
A luz do sol atravessava as altas janelas em arco de seu escritório, intensa e brilhante, mas não fazia nada para dissipar a névoa que envolvia a mente de Aleksander.
Ele não havia dormido. Não de verdade.
Toda vez que fechava os olhos, via aqueles olhos âmbar, afiados e desafiadores, encarando-o de um rosto sujo de terra. Raya. O nome pesava em sua língua, um enigma que ele ainda não conseguira desvendar. Na noite anterior, ele a deixara trancada em seus aposentos particulares, em