Os biombos de seda nos aposentos da Rainha Viúva eram pintados com salgueiros-chorões cobertos por folhas de ouro, seus galhos curvados sob o peso de um inverno invisível. Ali era silencioso. Agressivamente silencioso. O único som era o raspado ritmado e suave de uma colher de prata contra a porcelana enquanto a criada-chefe, Marra, retirava cuidadosamente as sementes de uma pera importada e já fria.
A Rainha Viúva Mãe Luna Dominika estava sentada em seu divã elevado de madeira laqueada, reclin