Sofia ficou.
Não foi um gesto anunciado, nem combinado em voz alta. Simplesmente ficou. Dormiu no apartamento de Vitória, acordou com ela, dividiu cafés silenciosos, ajudou nas escolhas, ouviu reclamações pequenas que escondiam cansaços maiores. Nos dias que antecederam o casamento, foi presença constante — firme o suficiente para não exigir explicações, leve o bastante para não aumentar o peso.
No dia do casamento, foi ela quem acordou Vitória.
— É hoje — disse, sentada na beira da cama.
Vitór