Os dias passaram quase sem forma.
Vitória permaneceu no condomínio como quem ocupa um espaço emprestado. Saía apenas para a faculdade e voltava logo depois, sempre no mesmo horário, sempre com o mesmo cuidado automático. Não havia desvios, não ia à empresa, não havia convites aceitos. O mundo parecia existir do lado de fora, mas ela não se sentia parte dele.
Rafael também não aparecia. Mandava mensagens objetivas, horários avisados, silêncio prolongado entre uma resposta e outra. Ela não perg