Vitória chegou em casa no fim da tarde.
Não bateu portas. Não demonstrou pressa. Mas algo nela estava desalinhado, como se o corpo tivesse chegado antes da mente. Subiu para o quarto e largou a bolsa sobre a poltrona. Ficou alguns segundos parada no centro do cômodo, olhando para lugar nenhum.
A imagem insistia em voltar:
Rafael rindo.
Helena próxima demais.
O toque no braço.
Não era ciúmes.
Era outra coisa.
Era a confirmação de que tudo acontecia à revelia dela — e de que, ainda assim,