Rafael já estava com a mão na maçaneta quando a voz dela o fez parar.
— Rafael.
Não foi alto, nem urgente, mas carregava algo que o fez permanecer imóvel por um segundo a mais. Ele não se virou de imediato, como se tivesse aprendido que, com ela, até o silêncio tinha peso, até a espera dizia alguma coisa. Só então olhou por cima do ombro, atento.
Vitória continuava na banheira, a água morna já esquecida ao redor do corpo, o vapor envolvendo o ambiente numa névoa suave que não era responsável