Na manhã seguinte à conversa no escritório, Rafael estava à mesa do café antes dela descer. Havia café fresco, pão ainda morno e um silêncio diferente do habitual — menos defensivo, mais atento.
— Dormiu bem? — ele perguntou, sem levantar os olhos imediatamente.
Vitória observou o detalhe antes de responder.
— O suficiente.
Ele assentiu. Comentaram sobre compromissos, reuniões, horários. Conversas objetivas, quase leves. Nada do que fora dito dias antes retornou à superfície, mas também não foi