Saí do quarto para que a enfermeira pudesse trocar o soro dela, e meu corpo parecia uma mola prestes a quebrar.
No corredor, Maik estava parado, com o rosto devastado e a roupa do velório.
— Como ela está? Ela já sabe?
— Ela lembrou, Maik.
eu disse, sem preâmbulos, minha voz saindo como um rosnado baixo.
— Ela sabe quem eu sou. Lembrou do que é nescessário, e tem mais... ela está grávida.
Maik arregalou os olhos, um lampejo de choque cruzando sua dor.
— Grávida? Meu Deus, Ricard