O corredor da UTI tinha o cheiro estéril da morte que não vingou, mas que deixou suas garras fincadas no ar.
Estava encostado na parede fria, os braços cruzados para impedir que o tremor nas minhas mãos ficasse visível para a Márcia e para o Maik.
O silêncio era interrompido apenas pelo soluço abafado da minha sogra.
— E o Henry?
ela perguntou, a voz fraca, limpando as lágrimas com um lenço amassado.
Respirei fundo, fixando o olhar em um ponto qualquer no chão.
— Está na escola..