PALOMA:
Fechei a porta do meu quarto e encostei as costas na madeira fria.
O som dos passos de Ricardo no corredor, entrando no quarto do nosso filho, parecia martelar dentro do meu crânio.
Segurei a respiração, contando os segundos, lutando contra o tremor que subia pelas minhas pernas.
Mas, no momento em que ouvi o clique da porta dele se fechando, eu desabei.
Escorreguei até o chão, abafando o soluço com as duas mãos.
Dói. Dói de um jeito que nenhum plantão de doze horas, nenhuma a