Heitor segurava o celular, os dedos esbranquiçados pelo frio. Seus olhos estavam repletos de vasos sanguíneos, olhava para o vídeo com um olhar sombrio, repetidamente.
A cada vez que via os olhos escarlates de Aurora, a cada vez que ouvia sua voz carregada de ódio, Heitor sentia o coração ser perfurado por incontáveis agulhas de prata, uma dor tão intensa que quase não conseguia respirar.
Caio olhou para ele com desdém:
- Eu sempre te disse para não ser tão arrogante, para não falar tão durame