Assassino
Ela sorri.
Não deveria, mas sorri. O som é doce, quase irritante. A felicidade dela transborda, se espalha pelo corredor como perfume barato, impossível não perceber.
Eles acham que estão seguros.
Doce ilusão.
Daqui, do canto onde estou, misturado à sombra, observo cada movimento e vejo tudo.
A mulher que tanto me fascina está com um vestido leve e uma mão pousada na barriga como se guardasse um tesouro. O sorriso dela é sereno, quase radiante. Ao lado, aquele homem, Marcos. Sem