ISABEL LINORES
Tranquei a porta do apartamento, encostei nela e, sem forças para dar mais um único passo, deixei o meu corpo escorregar lentamente até o chão.
Minha respiração estava descompassada, o peito subindo e descendo numa agonia sufocante. Abracei os meus próprios joelhos e deslizei as palmas das mãos para o meu ventre ainda completamente liso.
Lá embaixo, do outro lado da rua, Charles Kingston estava parado.
Um soluço rompeu o silêncio da sala. Havia uma vida minúscula crescendo de